Ação da Secretaria de Atendimento às Psicopatologias e Neurodiversidades oferece acolhimento e cuidado, formando rede de apoio
Cuidar de uma criança, por si só, já traz desafios aos pais. Quando o pequeno ser chega à família, com características atípicas, estes desafios aumentam. Mas nessa caminhada não é preciso andar sozinho. Redes de apoio, suporte e acolhimento às famílias com filhos neurodivergentes pode trazer amparo, conhecimento e ajudar em cada passo da caminhada.
É com este objetivo que a Secretaria Municipal de Atendimento às Psicopatologias e Neurodiversidades de Quatro Barras – a primeira já criada no Paraná – desenvolve o Grupo Terapêutico para Responsáveis por Pessoas Neurodivergentes, um espaço seguro de acolhimento, escuta, troca e suporte psicológico para pais e responsáveis de crianças neurodivergentes.
Os encontros acontecem em local e horário fixos, com frequência semanal e duração de 1h30 cada. O programa é estruturado em 9 encontros, tratando de diferentes temas de forma planejada e progressiva.
A proposta é promover o autocuidado, favorecer a troca de experiências, estimular a reflexão sobre a própria trajetória, fortalecer a rede de apoio e incentivar o olhar para si, reconhecendo que o cuidador também precisa ser cuidado.
Antes de ingressar no grupo, cada participante realiza uma triagem individual com o psicólogo responsável. Esse momento inicial permite conhecer a história, as necessidades e as expectativas do participante, além de iniciar o vínculo terapêutico.
“Sabemos que o cuidado com os filhos toma conta da rotina e da vida dessas mulheres. Aqui, elas encontram um lugar para serem cuidadas também. Muitas chegam exaustas, com culpa e com a sensação de estarem sozinhas nessa jornada. No grupo, percebem que não estão. Ao compartilhar dores, medos e conquistas, elas se fortalecem, trocam estratégias e aprendem a reconhecer suas próprias necessidades”, disse o psicólogo Vinicius Guidolin.
A secretária da pasta e psicóloga, Alessa Tolardo de Oliveira, disse que este foi um dos primeiros projetos idealizados e desenvolvidos pela secretaria e que traz um grande orgulho pela “sementinha” plantada em cada participante.
“Ao acompanhar a realidade dessas famílias, compreendemos a importância de cuidar de quem dedica grande parte da sua vida ao cuidado do outro. Hoje percebemos o fortalecimento emocional, as reflexões e mudanças positivas nas participantes, que irão refletir em suas famílias. É gratificante perceber que conseguimos fazer a diferença na vida destas pessoas, oferecendo acolhimento, apoio e a certeza de que ninguém precisa enfrentar essa caminhada sozinho”, enfatizou Alessa.
A moradora Suelen Klimpel, mãe de um menino atípico de 12 anos, contou sobre os benefícios de participar do grupo e compartilhar as experiências vividas com outras mães. “A gente vê que o que a gente passa, as outras mães passam também. Conversamos sobre situações do dia a dia e criamos um vínculo de amizade e confiança. É um tempo muito bom, de autocuidado, de olhar para si”, contou Suelen.
Mãe de dois filhos autistas, Vanessa Verneque, também frequenta o grupo há algumas semanas e já vê os benefícios. “O grupo tem me ajudado muito, trocamos experiências e hoje vejo situações que passei de uma forma diferente, com mais gratidão”, contou ela.
SERVIÇO – Mães, pais ou responsáveis por crianças atípicas podem participar do Grupo Terapêutico, basta entrar em contato com a Secretaria Municipal de Atendimento às Psicopatologias e Neurodiversidades pelo telefone: (41) 3671-8800.