Na manhã de domingo (07), a Prefeitura de Quatro Barras inaugurou o Memorial Belarmino Tavares de Almeida, a ‘Praça dos Canteiros’, uma iniciativa que visa homenagear homens pioneiros na região da Borda do Campo que se dedicaram à cantaria, o corte manual de pedras. Uma atividade que embasou a economia do município de Quatro Barras por décadas e que foi essencial para o seu processo de desenvolvimento.
A cantaria não apenas trouxe renda às famílias, como também criou a identidade e a cultura da cidade. Visando preservar este legado, o espaço foi inaugurado no Pinheirinho na presença de autoridades, familiares do Sr. Belarmino e de canteiros da Borda do Campo.
O prefeito Loreno Bernardo Tolardo enalteceu a contribuição destes homens pioneiros e de suas famílias. “É importante sempre valorizarmos as nossas raízes e a nossa história, para construirmos o futuro”, enfatizou. “Os canteiros tiveram um papel determinante no processo de desenvolvimento da nossa cidade. Que a gente possa, assim como eles, seguir sempre no caminho do progresso”, disse o prefeito, ao destacar a relevante atuação de Belarmino e de toda a sua família.
O vice-prefeito Jarbas Mocelin relembrou a amizade de seu pai, o ex-prefeito Domingos Mocelin Neto, com Belarmino e a importância da atividade da cantaria para a Borda do Campo. “É muito justa essa homenagem ao tio Belarmino, que caminhou com meu pai, gerou empregos e renda às famílias”, afirmou o vice-prefeito.
O presidente da Câmara Municipal, vereador Fernando Cunha, e o vereador Eduardo José Lago também enalteceram a contribuição dos canteiros para o desenvolvimento e a cultura local.
DENOMINAÇÃO – A denominação do memorial foi iniciativa do ex-vereador Edson dos Santos Paula (Edson Negão), por meio de projeto de lei. Edson contou que a criação deste espaço busca manter viva a memória do Sr. Belarmino e, através de seu nome, a memória de todos os canteiros, que com habilidade e maestria ajudaram a calçar e pavimentar ruas, praças e estradas em várias cidades do Paraná.
HOMENAGEM – Os filhos de Belarmino, Silmara e Ademar, e toda a família acompanharam a inauguração do memorial. Silmara ainda guarda os documentos do avô e do pai, que aos 14 anos deixou Portugal e veio ao Brasil, na esperança de construir uma nova vida, em 1936.
Segundo ela, seu avô, José Maria Luciano Duarte, chegou ainda antes e estabeleceu-se na região. Só depois trouxe a família, e com ela, o filho Belarmino. “Eram tempos difíceis. A região era de mata fechada. Não havia nada”, contou ela. A ausência de qualquer estrutura tornava o trabalho ainda mais difícil e a conduta dos homens se assemelhava a desbravadores.
“Meu pai chegou a ter 150 funcionários na pedreira. Era o que movimentava a economia na época e gerava renda e trabalho às famílias”, disse. “Ficamos emocionados com esta homenagem, é muito justa a meu pai”, destacou Silmara.